| Bicicleta é transporte mais rápido que carro. |
| Quanto mais pessoas usando ônibus, melhor o fluxo do tráfego, e, por consequência, mais eficiência no transporte coletivo. Para as pequenas distâncias de ate 10km, a solução é a bicicleta, mais rápida do que o carro nos congestionamentos. O veículo vem sendo largamente utilizado em muitas capitais brasileiras. Um exemplo positivo é o Rio de Janeiro, onde já existe a integração da bicicleta com outros meios de locomoção. Essas reflexões foram feitas pelo psicólogo Lucas Portela, da Coordenação de Prevenção na área de saúde mental do Planserv, na palestra sobre “Mobilidade Urbana e Autotransporte”, realizada na manhã de hoje (22) no auditório Raimundo Perazzo, do Centro de Atenção à Saúde Professor José Maria de Magalhães Netto. A palestra marcou o Dia Mundial Sem Carro e foi uma oportunidade para conhecer e refletir sobre experiências de mobilidade urbana que melhoram a vida na cidade e a saúde dos seus habitantes. Lucas, que também é cicloativista, defende vias compartilhadas para as bicicletas, com a utilização de campanhas educativas que façam o motorista respeitar o ciclista. Porque – defende – as vias também são para as bicicletas. E não há como construir vias segregadas – específicas para os ciclistas – em todos os pontos da cidade. Citando o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, que afirmou que não há solução para o carro, mas solução sem o carro, Lucas disse que a experiência tem mostrado mundialmente que novas avenidas e viadutos só fazem aumentar o fluxo de carros nas cidades. O psicólogo mostra que cumpre na prática o que defende na teoria. No seu deslocamento de casa para o Planserv, na Avenida ACM, Lucas gasta 20 minutos utilizando o carro e igual tempo se vier a pé. De bicicleta, são apenas dez minutos. Por isso, prefere sempre vir a pé ou de bicicleta. Ele apresentou a experiência de Estocolmo, cidade que criou um sistema de multas via satélite com alta tecnologia para multar os carros, principalmente nas horas do rush. A multa variava também em função do número de ocupantes do veículo, sendo mais alta para o uso do carro como transporte individual. Com essa atitude, Estocolmo conseguiu reduzir os congestionamentos e melhorar os níveis de poluição atmosférica, uma medida importante para o meio ambiente e para a saúde da população. Os Estados Unidos, por exemplo, citados pelo palestrante como país mais carro-dependente, contribui com o tráfego intenso de veículos com 45% da poluição atmosférica do mundo. O palestrante disse que Salvador está muito atrasada em termos de alternativas para transportes urbanos, mesmo em relação a outras capitais do Nordeste, como Recife e Aracaju, que lideram em número de ciclovias na região. Mas, embora sejam muito importantes as iniciativas da prefeitura para melhorar a mobilidade urbana, torna-se necessário que cada cidadão também seja consciente ao fazer a escolha do meio de transporte para se locomover (ônibus, a pé, bicicleta), não se limitando ao uso individual do carro para qualquer deslocamento. |